Muito obrigado pelo vosso afecto e pelo vosso apoio, sobretudo neste momento. Em democracia não é vergonha perder, vergonha é fugir ao combate e não saber por que se luta. As minhas preocupações permanecem. Tenho pena e peço-vos desculpa por não ter conseguido fazer melhor. Continuarei a lutar civicamente pela democracia, pelos valores da esquerda, pela República e por Portugal.
Leia a declaração de Manuel Alegre AQUI
“Em democracia não é vergonha perder, vergonha é fugir ao combate e não saber por que se luta” afirmou Manuel Alegre esta noite, após a divulgação dos resultados eleitorais. Garantindo que continuará a bater-se pelos direitos sociais, Manuel Alegre foi ovacionado de pé pelos apoiantes que o acompanhavam no Altis. “A derrota é minha, não é daqueles que me apoiaram. Tenho pena e peço-vos desculpa por não ter conseguido fazer melhor”, afirmou, com grande dignidade e saudando o PS, Bloco de Esquerda e demais partidos e movimentos cívicos que o apoiaram na corrida a Belém.
No último dia da campanha eleitoral, o Porto deu a Manuel Alegre mais um banho de multidão na descida da tradicional rua de Santa Catarina, com efusivas manifestações de apoio da população. Antes, num almoço com apoiantes em Santo Tirso, o candidato deixou vários apelos ao voto, em concreto a “todos os que pagam os seus impostos e não fogem à sisa”, e acusou o candidato da direita de “fazer chantagem sobre a escolha livre e democrática sobre o povo português”, ao ameaçar com a subida dos juros da dívida se houver segunda volta das eleições.
Uma multidão clamorosa desceu o Chiado com Manuel Alegre e a sua mulher, Mafalda, com rosas vermelhas a passar de mão em mão, ao som de palavras de ordem espontâneas de apoio ao candidato.
O que está em causa é uma democracia com os direitos todos, uma democracia sem os direitos sociais ficará mais pobre e fragilizada, disse Manuel Alegre num grande jantar comício em Vizela.
Eu apoio a candidatura de Manuel Alegre porque tenho a certeza que é a alternativa credível para Portugal e para os Portugueses. É a única alternativa para derrubar a direita no poder!
Agradeço à mandatária e aos mandatários nacionais, ao director de campanha e a todos os que, nas Regiões Autónomas, nos distritos do continente e nas comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, me deram a honra de representar e coordenar a minha candidatura.
A todos agradeço, do fundo do coração, terem querido partilhar comigo uma luta que, à partida, se sabia ser tão desigual. Agradeço-vos terem-me ajudado a construir, apesar de tudo, uma nova e difícil esperança. E a todos peço desculpa pela frustração do resultado.
Mas fica a alegria e a fraternidade. Como me disse Camilo Mortágua no comício do Coliseu, “a nobreza está no combate”.
Foi essa nobreza que me destes a honra de partilhar comigo. Espero que algumas sementes tenham ficado, sobretudo nas jovens gerações que, com tanto entusiasmo, se empenharam nesta candidatura.
Outros combates virão. Haja o que houver, estaremos juntos. Pelos valores da esquerda, pela democracia, pelo Estado social, pela liberdade e pela igualdade.
A bem da democracia portuguesa, seria desejável que as esquerdas fossem capazes de tirar as devidas ilações destes resultados. Duvido. Mas a gravidade de várias outras singularidades desta eleição implica que haja lições a tirar por todos (da esquerda à direita).